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Karukasy: dois olhares no tempo

Em Manaus, dois destinos se cruzam através do tempo. Em 2026, uma jovem luta contra o vazio existencial; incapaz de distinguir a depressão de uma tristeza profunda, ela sente que nasceu na época errada. Decidida a dar um fim ao sofrimento, ela rompe seus laços, termina seu namoro e se isola em um local remoto para o seu último ato. Paralelamente, em 1966, um rapaz vive assombrado por sonhos com uma garota de rosto desconhecido. Determinado a mudar de vida, ele deixa a capital amazonense de barco em busca de um novo horizonte. No entanto, o rio guarda um mistério: ao navegar, ele atravessa a barreira do tempo e encontra a jovem no exato momento em que ela desistia de tudo, tornando-se a conexão viva entre dois séculos.



Nas entrelinhas da narrativa, a evolução urbana de Manaus é um dos grandes destaques da obra, criando um contraste visual potente entre 1966 e 2026. A escolha estética do mangá e a presença de elementos como as araras vermelhas, elementos da cidade de Manaus na história dão um charme especial. A narrativa constrói um paralelo interessante: enquanto ele parte em busca do novo, ela parte para fugir da dor. Essa sincronia no desejo de 'sair de cena' torna a viagem no tempo um elemento ótimo. Fico me perguntando se o destino deles envolve uma troca de eras ou uma jornada conjunta ao passado, especialmente pelo mistério que envolve a tristeza profunda da protagonista. 


 

Karukasy é uma publicação do Estúdio Flutuante, roteirizada e ilustrada por Baki, e tem como plano de fundo a cidade de Manaus, apresentando duas visões do tempo. Até o momento, o estúdio publicou o primeiro capítulo na plataforma Fliptru para leitura gratuita, e já nesse primeiro capítulo, a obra despertou uma grande curiosidade sobre a continuidade dessa narrativa, esperamos pelos próximos capítulos.




 
 
 

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